|
O historiador americano
Efraim Zuroff há mais de 30 anos tem uma atividade singular: ele
caça nazistas pelo mundo. No entanto, mesmos os nazistas muito jovens
que atuaram durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) já estão
no mínimo com os seus 80 anos. Hoje, além deste grupo, Zuroff conta
que oferece consultoria e ajuda em outro tipo de caso.
No entanto, para ele não há um limite de idade para perseguir aqueles que realizaram
crimes contra a humanidade.
- A idade deles não é relevante. Eles são tão culpados hoje como quando cometeram
seus crimes e as vítimas merecem que os assassinos sejam trazidos
à Justiça.
Zuroff também afirmou que raramente os nazistas, mesmo
após tanto tempo, demonstram alguma espécie de remorso pelos crimes
que cometeram. Durante o Holocausto, assassinato em massa de judeus
e outras minorias durante a Segunda Guerra Mundial perpetrado pelos
nazistas, crianças, mulheres e até mesmo vilas inteiras morreram
em campos de concentração e fora deles.
As buscas de Zuroff levam anos e muitas vezes ele
apenas encontra o alvo, quando o criminoso já está morto ou doente.
Por isso, ele brinca com o fato.
- Talvez eu seja o único judeu do mundo que reze pela
boa saúde dos nazistas. É bom que eles estejam saudáveis e vivos
para serem julgados.
Ele ainda não descarta que o Brasil ainda abrigue
nazistas.
- É possível, mas no momento, não há casos ativos.
Se o governo fizer uma investigação séria, é bem provável que poderemos
encontrar alguns.
Criminosos de guerra, neonazistas e jihadistas são
novo alvo
Ele também destaca que mesmo após o fim dos últimos
nazistas, ainda terá trabalho. Um dos exemplos é um trabalho de consultoria
que fez a algum tempo. Ele foi consultado pelo jovem governo de Ruanda
sobre como proceder para encontrar os criminosos de guerra do massacre.
Em 1994, líderes hutus conseguiram mobilizar o grupo
étnico contra os tutsis e 800 mil pessoas foram mortas em poucos
dias sem intervenção da comunidade internacional. O massacre inspirou
obras como o filme Hotel Ruanda (2004).
Zuroff aponta outros herdeiros do nazismo e cita os neonazistas e
islâmicos radicais.
A reportagem do R7 entrou em contato com Zuroff duas
vezes, quando ele esteve em São Paulo para divulgar o seu trabalho
no Sesc Pompeia em junho, e por e-mail.
noticias.r7.com
|